A BOA FILHA A CASA TORNA

junho 01, 2017

É aquele ditado né, o bom filho a casa torna.


Esse ano está, de longe, sendo o mais difícil dos últimos cinco anos e isso porque, tecnicamente, ainda não chegamos na metade dele. Se você visita aqui ou o meu twitter, sabe da minha situação com a faculdade e a falta de um ano letivo normal; isso significa que o meu 2017 foi começar de vez mesmo no começo de abril, o que significa que os primeiros três meses do ano foram passados chorando com a sensação de que o ano novo ainda não havia acontecido de fato.

Após o início do quinto semestre vieram outras complicações e mais drama que não pode faltar na minha vida, viagens por causa do excesso de feriados, trabalhos, mais drama, acumulação de atividades e outras obrigações que só quem mora sozinha sabe. Tudo isso me causou e ainda está causando um tipo de cansaço, estresse e tristeza que eu não havia sido atingida em muito tempo e com ele a vontade de desistir de tudo o que eu conquistei até hoje.

É bem louco pensar algo que alguns anos atrás era o seu sonho e tudo o que você desejava, hoje é um pesadelo completo. A minha vida é um constante "e se...", eu tenho completa certeza de que qualquer decisão que eu tomar sobre qualquer coisa eu vou me arrepender, porque eu sempre fico pensando "e se eu tivesse escolhido aquela outra coisa?". Esse sentimento trás uma sensação de que eu não estou vivendo a minha vida ainda, fazendo com o que posponha qualquer plano que eu tenha no momento e espere pela hora em que a minha vida começar de verdade.

Ano passado foi um ano que eu nunca imaginei que eu pudesse ter. Eu me arrisco a dizer que ele foi bem mágico e esse ano está sendo meio que acordando de um sonho maravilhoso com o universo me dizendo que eu nunca vou poder ter uma vida só com coisas boas como foi o último ano. Ninguém pode ser tão feliz daquele jeito. Se ano passado eu tinha tudo, esse ano eu sinto que não tenho nada. Isso junto com o sentimento de que a vida que eu tenho hoje vai acabar ano que vem, e eu posso não amar a vida que tenho hoje, mas a sensação de que nada é para sempre e que daqui um tempo eu vou entrar no mesmo túnel escuro sem sinalização nenhuma que eu estava alguns anos atrás é bem ruim. Eu preciso de alguma estabilidade na minha vida.

Mês passado, eu fiz 21 anos. Eu tinha certeza de que eu estava preparada para fazer 21 anos, eu sonhava com essa idade desde que eu tinha 16 anos. Eu amo fazer aniversários, comemorar uma idade nova e um ano completamente novo. No dia 25 de abril, eu estava me segurando para não chorar e tentar ficar feliz perto das pessoas, porque a verdade é que eu não estou nem um pouco perto de quem eu quero ou pensava em ser aos 21 anos. Em cinco meses, eu dei mais passos para trás do que nos últimos três anos. Naquela terça-feira em que eu um ano mais velha, eu respirei fundo e desejei que eu tivesse mais um mês ou talvez mais um ano para tentar de novo e, quem sabe, estar realmente preparada para tudo o que eu o futuro tem para mim.

Quando eu penso em mim aos sete ou treze anos, eu lembro de muita pouca coisa, mas eu lembro que eu sonhava direto em quem eu iria ser. Eu lembro de brincar de escolhinha, porque eu tinha esse sonho de ser professora; eu brincava de dança, porque eu queria ser uma bailarina; eu brincava de restaurante, porque eu queria aprender a fazer todos os tipos de comida; eu brincava e imaginava, porque eu gostava de criar mundos e pessoas. Eu poderia ser qualquer coisa, fazer qualquer coisa e ainda sim eu me encontro no caminho que penso que é o único caminho infeliz, de todos os caminhos, eu escolhi o pior. Mas, ao mesmo tempo, metade dessa minha realidade, é o que eu sempre sonhei, e, ao mesmo tempo, eu me pergunto "e se eu tivesse desistido dessa parte do sonho e tivesse escolhido aquela outra parte do sonho? Eu seria mais feliz?". O meu lado racional diz que eu nunca saberei, o meu lado emocional diz "com certeza, nada é pior do que isso".

Eu não sei muito bem o que eu espero que a vida seja, mas talvez ela seja exatamente isso: um poço de "e se..." e "não sei". Talvez o que eu pensei que fosse a vida - um grande propósito - não seja verdade ou talvez o meu grande propósito nessa vida é sofrer tudo o que o eu da vida passada tenha feito de ruim - se isso for verdade, na vida passada eu fui uma pessoa bem horrível. A verdade talvez seja que ser humano e adulto não é nada daquilo que imaginamos e passamos a vida toda tentando descobrir e, quando finalmente descobrimos, nós morremos apenas para não contar o segredo para a geração mais nova. Talvez o passo certo fosse parar de tentar descobrir o que ser adulto signifique e só aceitar e viver. E tudo isso é bem difícil e eu queria de verdade ter um manual de instruções.

Tudo isso para dizer que eu voltei. Eu acho. Eu preciso de uma constante na minha vida apenas para eu saber que eu tenho alguma coisa quando esse sentimento qualquer que seja ele estiver querendo me derrubar. Porque a vida real lá fora está difícil demais e eu preciso de um espaço pra apenas ser e imaginar; uma válvula de escape e um refúgio que todos nós precisamos.

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Eu QUASE exclui o blog e comecei outro, mas eu percebi que estive escrevendo aqui desde 2013 e isso são quatro anos e isso é mais tempo do que qualquer outro lugar em que eu escrevi - tirando os oito anos de twitter, mas eu exclui a minha primeira conta do twitter também. Eu já relatei tanta coisa da minha vida aqui, tantas fases, que não seria justo comigo do passado apagar tudo e esquecer de toda uma história que se passou nesse pequeno blog. Então o que eu fiz foi arrumar o blog e as postagens antigas estão aí e os marcadores delas estão no final da página; enquanto que as postagens novas vão ser separadas principalmente nos marcadores aqui em cima da página, porque esse foi o jeito que eu achei de separar essas etapas do blog e da minha vida.

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Vamos fazer algumas atualizações sobre os meus espacinhos na internet:

- Os meus contos estão agora todos disponíveis no Wattpad, então se você não leu algum dos quatro contos que eu publiquei ano passado entra lá!

- O meu Tumblr tem alguns poeminhas que eu escrevo, eles não são lá muita coisa, mas são coisas que eu produzo e gosto demais. Além deles, as fotos que eu coleciono no Pinterest acabam se transformando em moodboard e uma espécie de história só que só com imagens (não sei se elas farão sentido para as pessoas, mas fazem para mim).

- Falando em imagens, no meu Pinterest, eu junto imagens que servem de inspiração para os meus projetos literários. Em cada pasta, eu coleciono algumas imagens que eu sirvo para me ajudar a imaginar um cenário, personagem ou até apenas para me dar o clima de como vai ser tal história e também serve para criar edit no futuro.

- Se você não sabe, eu sou apaixonada por nomes e por seus significados. Por isso, eu criei um Tumblr sobre significado de nomes e por lá eu faço algumas montagens, falando sobre os nomes e histórias legais e curiosidades sobre cada nome. Qualquer pessoa pode mandar uma sugestão, seja de nome ou de significado para saber quais nomes significam aquilo.

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