SOBRE EXPECTATIVAS, REALIDADE E NANOWRIMO

dezembro 01, 2016

Aqui está o depoimento da menina que prometeu fazer diários de escrita, escrever 50K em um mês e ainda sobreviver ao começo de semestre da faculdade, porque ela estava se sentindo uma super heroína e dona do tempo... Até a realidade pisar nela e tudo ir por água abaixo.


O plano original era fazer os diários de escrita toda semana para falar sobre os progressos do NaNoWriMo, como eu faço todo ano. O primeiro post saiu, mas eu já não tinha forças para falar sobre o projeto; logo no feriado, eu fui viajar e aí daí tudo piorou... O lado bom de tudo isso é que, no final, tudo deu certo e eu terminei o primeiro rascunho do projeto e ganhei o NaNoWriMo de 2016. O lado ruim é que eu percebi várias coisas sobre o projeto, o desafio e sobre a vida.
Logo na segunda semana do desafio, eu fui viajar no feriado e eu fiquei quatro dias sem pegar no projeto. Depois que eu voltei de viagem, eu passei por um período horrível de não conseguir me concentrar em nada e a faculdade voltou com um ritmo de final de semestre - e a gente ainda está apenas no primeiro mês do semestre. O resumo disso tudo é que eu passei o resto do mês abaixo das metas e um sentimento horrível me consumiu, eu cheguei perto de desistir do desafio diversas vezes e excluir tudo o que havia escrito.

Eu tenho essa mania horrível de confiar em expectativas e achar que se eu planejar tudo certo, eu posso cumprir as coisas. Ok, planejar é um bom caminho para tudo dar certo, porém eu planejo coisas irreais. A faculdade está uma loucura e eu peguei aulas demais; o projeto parecia pronto na minha mente, mas ele não estava nem perto do que achava; dramas aconteceram no meio tempo que eu, infelizmente, me afoguei nelas e deixei que elas me consumissem de uma forma horrível. A vida poderia dar uma pausa durante novembro, seria ótimo, não?

No dia 29 de novembro, eu terminei o segundo rascunho do projeto (o primeiro foi no NaNoWriMo de 2015) e, ao invés de ficar feliz, eu não senti completamente nada. Nada. Nem um pingo de emoção. As pessoas estavam felizes e me dando parabéns e eu não consegui sentir o mesmo que elas ou até mais, eu só queria deitar no escuro e assistir seriado. Foi o que eu fiz: passei o dia 30 de novembro todo assistindo seriados e documentários na Netflix. Eu não sei se é a exaustão ou a ficha ainda não caiu, mas ainda não parece que eu terminei algo...

Ainda tem o pequeno fato de que eu nunca consigo de fato alcançar a meta do NaNoWriMo de 50K palavras. Esse ano, eu terminei o projeto com 41K palavras (61K palavras ao todo contando com a primeira parte escrita no Camp NaNoWriMo) e os outros 9K foram cenas extras que eu duvido que entre no projeto final. Conversando com outras pessoas, eu descobri que eu tenho esse modo de escrever que é composto por capítulos e plots menores - como, por exemplo, "Querida Kat" é considerado uma novela e não um romance. Escrever "Kaia & Valentina" já foi um desafio enorme, porque eu nunca escrevi nada tão grande como ele. Em comparação, o Camp NaNoWriMo que eu participei em julho desse ano foi mil vezes melhor, porque quem põe a meta é o participante e então podemos ser um pouco mais realista.

Outro fato que fez esse NaNoWriMo algo horrível para minha saúde mental foi que eu sou uma pessoa muito competitiva, então eu entrava todos os dias na aba de amigos e ficava analisando a contagem deles e me comparando com elas. Por que eu não escrevo tanto como eles? É algo bem horrível ficar se comparando com as outras pessoas, principalmente porque as rotinas são bem diferentes e vários outros fatores, mas é algo que acontece...

O resumo disso tudo é: eu descobri que, por mais que eu ame o NaNoWriMo, eu não sei se voltarei a fazer o projeto ano que vem. O calendário da minha faculdade é bem diferente do ano normal, então eu não sei onde eu estarei ano que vem nessa época do ano. Provavelmente, eu vou dar um jeito de fazer o desafio - porque eu gosto de sofrer -, mas, se o fizer, eu vou tentar não participar ativamente e ter uma meta pessoal. Todos os anos, eu acho que eu consigo fazer isso, mas eu sempre termino do mesmo jeito, que é me sentindo horrível.

Eu não vou falar do projeto agora, infelizmente, porque eu quero falar sobre os temas que é abordado no livro em alguns posts diferentes que eu estou planejando escrever durante o recesso daqui algumas semanas. No entanto, se você quiser sentir a vibe do projeto, você pode escutar a playlist no Spotify e tem as músicas mais amorzinhos.

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