366 DIAS EM UM PISCAR DE OLHOS

dezembro 14, 2016

Aqui começa o post clichê sobre fim de ano e novos começos e etc etc etc...

Provavelmente só existe um jeito de eu amar mais dezembro do que eu já amo: se eu vivesse um clichê desses como nos filmes da ABC Family - sim, com neve e jingle bells, pinheiros e mistletoes, talvez até me arriscaria com eggnog apenas para saber como é. Natal tem aquela coisa mágica que eu nunca vou me cansar, toda uma tradição que eu tenho a teimosia de seguir e não deixar ninguém e nada mudar.

O que também acontece em dezembro é que o seu ano todo começa a passar diante dos seus olhos. Tudo o que você fez até hoje vai começar a voltar e você vai perceber tudo o que você fez (ou o mais provável, o que você não fez). Não tem como fugir disso, é a magia do final do ano nas nossas mentes. Ano passado, eu prometi que eu ia passar 2016 sem expectativas, quer dizer, sem criar metas loucas como eu fazia todos os anos - eu ainda tive muitas expectativas involuntárias; e nesse quesito o ano realmente me surpreendeu.


Se eu pudesse escolher uma palavra para 2016 seria realizações. Nesse ano, eu pude fazer várias coisas e realmente colocar a mão na massa em coisas que antes eu só apenas planejava e planejava e nunca fazia. Foi o ano em que eu entrei de cabeça nesse negócio de escrever e explorei lados que eu nunca havia explorado, melhorei muuito a minha escrita e comecei a pesquisar mais sobre esse mercado. Por causa de uma greve na faculdade, eu acabei com quatro meses quase livres e eu consegui focar na minha escrita e em meus projetos, me deixando com a certeza de que é isso que eu quero para a minha vida.

Ainda em 2015, eu conheci seis meninas (Isa, G, Gih, Caroll, Dani e Lena) maravilhosinhas e elas foram as culpadas de 70% da maravilhosidade que foi 2016 - provavelmente foram mais, mas não queremos bagunçar o ego delas. Tudo isso que eu percebi sobre escrever e ser escritora, eu acabei descobrindo junto com elas; em tão pouco tempo, eu percebi a minha escrita melhorando muito e eu não teria conseguido sem o feedback delas. Além disso, a gente passou bastante tempo apenas conversando sobre tudo e nada, problematizando e discutindo tudo e ainda sobrou tempo pra ser fangirl de algo - vários algo. A gente ainda se conheceu na Bienal do Livro em São Paulo, que foi maravilhoso finalmente ver pessoas que me fazem super feliz todos os dias na internet e ter aquele final de semana para ter ao vivo o que tínhamos online é algo que eu nunca vou esquecer - e saber que essa conexão sobrevive a toda a minha timidez.

Com elas, nós também criamos a Tertúlia, uma newsletter onde falamos sobre tudo. Cada uma de nós vive em um lugar diferente e temos opiniões diferentes uma da outra; isso é o que torna a Tertúlia um espaço para todo mundo, pois existem vários gostos diferentes para se identificar. A Tertúlia me deu espaço para elaborar melhor as minhas opiniões sobre assuntos diferentes e tratar de forma diferente do que eu trato aqui no blog ou nas minhas redes sociais. É uma experiência que está valendo muito a pena e quero continuar por muito tempo. O melhor fruto que a Tertúlia já deu foi conhecer pessoas dentro do ramo da escrita e pessoas tão maravilhosas que eu já reservei abraços para quando conhecer e reencontrar. Além disso, a Tertúlia tem a melhor madrinha que qualquer projeto poderia ter: Bárbara Morais!

No começo do ano, eu terminei o meu primeiro projeto; e em novembro, eu terminei a segunda versão do meu segundo projeto. Isso é um grande passo, pois eu nunca tinha de fato terminado algo e com a grande intenção de publicá-los como esses dois projetos. Esse ano, eu ainda escrevi vários contos como "Quarto 93", "Satélites" e "18"; e algumas crônicas.

Decidindo não ter grandes planos para esse ano, eu também decidi abraçar as oportunidades que me apareciam. Assim, eu acho que ganhei muito pessoalmente; foi um ano de crescimento pessoal e passei por momentos que me mostraram quem eu sou e como fazer para ser cada vez mais verdadeira comigo mesma. Eu tive e tenho pessoas maravilhosas que compartilham isso comigo e que me deixam mais confortável para conquistar todos os meus pedacinhos a cada dia.

Devido ao fato de ter um ano sem expectativas me trouxa tanta coisa boa, eu decidi fazer o mesmo com 2017 e tentar não me encher de expectativas e aceitar o que aparece para mim. Continuar com as coisas boas, aprender com as pessoas e com as situações, abraçar os momentos certos e ser determinada a alcançar o que eu desejo. 2017 é um ano que eu quero viver, pois tem tanta coisa que pode acontecer e vai acontecer como, por exemplo, o penúltimo ano da faculdade - ainda não caiu a ficha de que dois anos de faculdade passou mais rápido que três anos do Ensino Médio.

MELHORES LEITURAS

"Meias-noites", o conto da Rainbow Rowell em "O presente do meu grande amor"

"Carmilla", de Sheridan Le Fanu

"853KM", de Helena Guimarães

MELHORES MÚSICAS

"Someone Else", de The 1975

"Palace", de Hayley Kiyoko

"Tua", de Anavitória

"Satisfied", de Hamilton, an American Musical

MELHORES ARTISTAS

Anavitória

Dodie Clark

Seafret

Wet

MELHORES SERIADOS

"My Mad Fat Diary"

"Jane the Virgin"

"Modern Family"

"Grace and Frankie"

MELHORES FILMES

"Carol"

"A Girl Like Her"

"Deadpool"

"Boys on the Side"

*

Esse provavelmente é o último post do blog esse ano. Eu não sei quando haverá novas postagens, porque janeiro, fevereiro e março será uma loucura - nunca peça uma greve na sua faculdade, é horrível, você nem lembra qual é o gosto que férias tem. Mas eu prometo que quando eu voltar será com coisas maravilhosinhas!

1 comentários

  1. AWWWWWWW TATII <333
    eu fico tão feliz de te ter por perto. Você é uma pessoa tão linda por dentro por fora!!
    Não criar expectativas é o que eu vou levar para 2017, vou levar sim, com certeza.
    Esses foram os primeiros passos de muitos, coisas lindas ainda vão acontecer!
    PS: DEZEMBRO MELHOR MÊS <333

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