O LIMITE DA ZONA DE CONFORTO

agosto 22, 2016

Essa semana, eu sai com a minha irmã. Nós fomos em uma festa onde uma das minhas cantoras nacional favorita nesse momento, Karol Conka, iria cantar. Eu sempre vou em shows e amo muito shows, porém o diferente desse show era que era em uma festa... com DJs... e adolescentes sendo adolescente. Se você me conhece, sabe que nesse momento escrevendo essas palavras a minha pele se arrepiou toda e eu um pouco de palpitação - se você não me conhece, acabou de saber esse fato intrigante sobre mim.


Eu estou tentando sair da minha zona de conforto. Antes, eu odiava essa palavra, como as pessoas usavam essa palavra contra a minha pessoa para falar como eu era sem graça e não saia nos finais de semana "como uma pessoa normal". Depois de tanto tempo machucada por ela, eu decidi usá-la como a minha armadura; abraçar que aquilo era o que eu era: alguém que preferia ficar em casa lendo e assistindo filmes e seriados, talvez sair com amigas para fazer algo, mas nunca em espaços com muitas pessoas, porque pessoas me assustam, se for na casa de alguém melhor passeio ever.

Eu estava finalmente feliz com a minha zona de conforto, eu finalmente estava confortável e vivendo em um nível de felicidade agradável e constante. Sabe aquela máxima que fala "a sua vida começa quando a sua zona de conforto acaba"? Então. O fato que alguém diz que está bem vivendo em sua zona de conforto claramente diz que ela não está vivendo, apenas sobrevivendo - e sim, tem diferença.

Desde que eu mudei da casa dos meus pais, eu tive que constantemente sair da minha zona de conforto e ultrapassar aquela crise de ansiedade que, infelizmente, cresce cada dia mais em mim. Eu achava que fazer uma coisa repetidamente iria fazer aquela sensação horrível no estômago e as mãos suadas sumir, mas não tem funcionado muito bem e o efeito tem sido exatamente o contrário. O ponto mesmo da zona de conforto não é sair dela e sim saber o limite dela. Saber até onde você pode ir se aventurando pela vida e quando é a hora de parar.

Zona de conforto não é algo ruim. Ela está aí por um motivo. É maravilhoso ter um espaço fisicamente e mentalmente em que você pode simplesmente relaxar e ser pleno ali e é importante também se aventurar, pisar no mundo e dizer sim para as coisas que aparecem na sua frente no momento em que elas aparecem, porque você pode muito bem se arrepender lá na frente. O que é horrível é quando você ultrapassa essa linha em que algo novo e diferente é bom e te dá aquela sensação gostosa, te fazendo gritar "de novo! de novo!" para algo que te faz sentar no chão do quarto e chorar por horas.

Sair com a minha irmã e ir em um lugar onde eu nunca teria feito por iniciativa própria foi algo bem legal? Sim. Eu vou fazer de novo? Provavelmente não. Eu passei o dia inteiro overthinking sobre o que poderia acontecer naquela noite, eu me preparei para tudo o que poderia acontecer e quando eu cheguei lá e me vi no meio de centenas de adolescentes que provavelmente eram mais novos que eu ou tinham a minha idade, foi um nível novo de qualquer coisa que eu havia imaginado. Eu gostei de estar ali para ver o show e fazer algo diferente com o meu final de semana, mas se sentir desconfortável no meio de pessoas que não tem nada a ver com você não é sair da sua zona de conforto para viver, é algum tipo de suicídio emocional e talvez social.

Eles dizem que o desconforto é produtivo e talvez seja - o meu extremo desconforto de sábado me fez escrever esse post. Mas até que ponto o produtivo é saudável? Até que ponto o desconhecido é saudável? Sair da sua zona de conforto e conhecer os seus limites é necessário um bom autoconhecimento para que você saiba o que dizer sim e experimentar e o que dizer não, mesmo que as pessoas estejam falando sobre você ser dramática quando na verdade você sabia que você não aguentaria - como por exemplo fazer arvorismo e sua família inteira sabe que você tem medo de altura, mas mesmo assim "é drama" e no final da história o bombeiro do evento tem que ir te resgatar porque você está paralisada de medo e provavelmente chorando histericamente.

Eu estou tentando conhecer os limites da minha zona de conforto para eu saber o que eu posso fazer e o que eu não posso fazer. Eu estou tentando me conhecer e descobrir os meus limites e talvez, se eu me sentir confortável, puxar esses limites para eu conseguir me tornar alguém que eu fique feliz sendo. Atualmente, está sendo mais como uma montanha russa - apenas teoricamente, montanhas russas é muuuito além da minha zona de conforto.

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