AMOR É AMOR

julho 19, 2016

Vamos esquecer que este post era para ter saído no mês passado e apenas aproveitar que está tendo post, ok? Ok!
Mês passado foi Mês do Orgulho LGBTQ e eu queria muito fazer algum post deste tipo, porém eu fiquei presa naquela coisa chata chamada vida. Aproveitei a greve e acabei assistindo alguns filmes da minha, foi quando eu finalmente completei a minha lista - porque eu sou perfeccionista a esse ponto. A cada dia que passa, eu fico com mais vontade de aprender mais sobre o universo LGBT+ e tentar compartilhar aquilo que eu sei; o melhor jeito que eu acho de aprender é vendo filmes (e lendo livros, escutando música, etc.)
Então, hoje eu trago alguns filmes com personagens LGBTQ para vocês. Filmes que estão para sempre no meu coração e que, de alguma forma, significa algo para mim e que o mundo precisa assistir e saber sobre - lembrando que não ter ordem de melhor ou pior, todos são recomendados e importantes.
PS: a maioria desses filmes possui cenas explícitas de sexo e/ou nudez, então sempre bom olhar a faixa etária do filme antes de assistir.

VERSOS DE UM CRIME
Originalmente chamado de Kill Your Darlings, Versos de um Crime conta a história de Allen Ginsberg, um escritor americano da geração beat. O filme é baseado em fatos reais da vida de Ginsberg. A história se passa na década de '40, quando Ginsberg vai para Universidade de Columbia, em Nova Iorque, estudar e conhece Lucien Carr; a trama vai focar no relacionamento dos fundadores do movimento beat e um crime que aconteceu no período.
Allen Ginsberg era gay e o filme trata tudo isso no meio dos acontecimentos. Quem faz o Allen é o ator Daniel Radcliffe e Dane DeHann tá no papel de Lucien Carr. Eu sou bem apaixonada por essa época, a Geração Beat, e sou bem interessada em tudo que está ali no meio e, quando eu assisti o filme, eu ainda estava começando a estudar sobre e tudo aquilo me chocou bastante e me encantou ao mesmo tempo.

MATTHEW SHEPARD WAS A FRIEND OF MINE
Esse é um documentário que foi lançado em 2015 e eu nunca tinha ouvido falar até o Netflix me indicar. Matthew Shepard era um jovem homossexual de 21 anos que foi brutalmente assassinado em 1998, nos Estados Unidos. Foi um crime que chocou o mundo inteiro; obviamente, eu não me lembrava desse caso, mas fizeram até filme sobre a vida dele depois - e durante o julgamento do crime, celebridades falaram sobre o crime, uma delas foi a Ellen DeGeneres. Uma amiga dele resolveu então fazer um documentário com todos os amigos e família contando como era o Matthew Shepard de verdade e não a versão da mídia, através do crime.
Foi um documentário que me chocou muito, porque ver as imagens verdadeiras do caso e depoimentos de pessoas de verdade sobre um crime de ódio e tão cruel e sem sentido. O filme é um pouco forte, porque tem imagens e depoimentos contando detalhes, mas vale muito a pena assistir.
Como eu disse antes, tem disponível no Netflix.

ASSUNTO DE MENINAS
Apesar do poster ser bem esquisito, Lost & Delirious, como é chamado originalmente, trás Mary como sua protagonista. Mary é uma menina que vai para um colégio apenas de meninas, onde acaba dividindo quarto com Tori e Paulie. O que Mary acaba aprendendo é que Tori e Paulie são mais que amigas, Mary logo vai observando tudo e lidando com seus próprios problemas e pensamentos.
O diferente desse filme e que foi o motivo por ter gostado dele, é que vemos a relação de Tori e Paulie pelos olhares inocentes de Mary - o que deixa tudo mais leve. Ele fala sobre ser jovem, preconceito, vontades e sobre o amor.
Nesse filme, nós temos Piper Perabo - uma atriz que eu adoro - como Paulie e Mischa Barton como Mary.

QUEDA LIVRE
Freier Fall é um filme alemão protagonizado por um ator que alguns vão reconhecer no primeiro instante, Max Riemelt, de Sense8. O filme conta a história de Marc, um policial praticamente casado com sua namorada, até que Kay aparece e tudo na vida dele perde sentido e a estabilidade.
Isso pode parecer enredo de filme adolescente, mas acho que esse tipo de filme serve exatamente para mostrar que não existe idade para descobrirmos a nossa sexualidade. No final, eu não consegui ter uma opinião firme sobre se eu gostei ou não do filme, mas achei legal compartilhar ele por ser um filme LGBT e alemão - sair desse clichê Hollywood.
O filme está disponível no Netflix.

HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO
Agora vamos para um filme brasileiro! Eu já falei sobre esse filme aqui no blog quando ele foi lançado e eu falarei sobre eles todas as vezes que eu tiver a oportunidade.
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho conta a vida de Leonardo, um menino cego que busca a sua independência mais do que qualquer outro adolescente. Ele quer conhecer o mundo da sua forma e isso tudo parece ser mais tentador quando Gabriel aparece. Junto com o menino novo da escola, os limites de Leonardo parecem mais longe.
Eu amo esse filme e a forma como ele trata todos os assuntos. Além de que ele é brasileiro. Eu quero muito ver mais filmes assim no nosso cinema com a nossa realidade e diversidade. O filme foi criado depois que o curta-metragem Hoje Eu Não Quero Voltar Sozinho foi lançado e fez o maior sucesso no exterior - levou até prêmio.
O curta tá disponível na internet - no post antigo do blog tem disponível - e o filme tem disponível no Telecine ON e no Netflix.

AZUL É A COR MAIS QUENTE
Talvez esse com certeza você já ouviu falar, seja em brincadeirinhas ou sei lá. Azul é a Cor mais Quente é um filme francês que tem Adèle como sua protagonista e mostra a sua descoberta ao conhecer Emma, uma lésbica.
Apesar das cenas e da forma como o pública geral aceitou, o filme conta de uma sincera e provocante o relacionamento entre duas jovens sendo uma tendo a certeza completa de sua sexualidade e a  outra ainda questionando ela. Foi um filme, na minha opinião, sincero. Eu recomendo também a leitura do HQ que é mil vezes melhor - se você não acredita em mim, talvez acredite na escritora do HQ que não gostou do filme por ser superficial ao livro (e eu tenho que concordar com ela).
Emma é uma personagem apaixonante e Adèle pode ser facilmente identificável. Ainda temos Léa Seydoux no papel de Emma.
O filme está disponível no Netflix.

TOMBOY
Outro filme francês maravilhoso. Tomboy fala sobre Laure, uma menina de dez anos que, ao se mudar para uma nova casa, se apresenta aos seus novos amigos como Mikael. Laure possui o cabelo curto e não gosta de roupas femininas, uma verdadeira tomboy (menina que se veste/comporta como menino).
É um filme delicado que vai discutir sobre questões de gênero e identidade. Eu acabei encontrando esse filme por acaso e me encantei com ele, desde a história até a atuação da atriz mirim Zoé Héran.
Tomboy é um filme bem indie e geralmente esses filmes não possuem um desfecho completo, eles contam o fato e pronto - característica que me faz amar e odiar filmes indie. Talvez seja isso que o deixe leve e interessante de se ver.
O filme está disponível no Netflix.

IMAGINE EU E VOCÊ
Esse filme tem um lugar especial no meu coração de cinéfila. Imagine You & Me foi provavelmente o primeiro filme com focado em personagens lésbicas que eu assisti - faz tanto tempo que eu tive que rever para fazer esse post e lembrei Lena Headey como uma das protagonistas.
O filme conta a vida de Rachel que acabou de se casar com Heck e, no dia de seu casamento conhece Luce, a florista de seu casamento. Rachel começa a ficar em dúvida sobre o seu futuro. Talvez ele seja a versão feminina de Queda Livre. Eu lembro de assistir esse filme quando pequena e ficar em choque e maravilhada ao mesmo tempo. Ele pode ter os seus problemas, pode ser o clichê americano comédia romântica sessão da tarde, porém ele é maravilhoso e vale muito a pena ver. E também podemos ver outro filme LGBTQ com Piper Perabo.
O filme está disponível no Netflix.

CAROL
Carol é um filme May-December (um filme com romance de pessoas com uma grande diferença de idade). Carol Aird é uma senhora divorciada que se encanta por Therese, uma jovem que trabalha em uma loja de departamento em Manhattan nos anos '50.
O filme trata o romance das personagens com a época também em foque. Como era visto da relação homossexual em 1950 pelas pessoas, como isso atrapalha suas vidas e como eram vistas as pessoas.
Ele tem uma das essências que eu mais gosto em uma história: a idealização; e isso acontece dos dois lados: a jovem solteira se descobrindo e a mulher experiente e sedutora. Cate Blanchett no papel de Carol te faz acreditar em qualquer coisa e ainda Rooney Mara no papel de Therese.

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