A TRISTEZA LIBERTA

julho 15, 2016

E aqui estamos: segunda semana do Camp NaNoWriMo.
A segunda semana foi um pouco estranha. Ela começou muito bem, na verdade, mas logo tudo mudou e eu não estava no melhor lugar possível para escrever, porém eu não queria desistir. Desistir é algo que não está nos meus planos nesse projeto e eu sei que se eu desistir disso, eu vou me arrepender depois.
Nada está ruim na minha vida, mas também não está tudo bem. É um sentimento estranho - ou a falta de sentimento é estranho - que eu não consigo explicar, mas, de uma hora pra outra, eu não estava mais com vontade de fazer nada. Eu não sei se é por conta do tempo que eu estou parada sem ir para a faculdade devido a greve, o tempo que eu estou sem ver outras pessoas além da minha família, estar longe dos meus amigos e estar passando o dia inteiro no computador sem outra atividade. Ou talvez um combo disso tudo.
Quando eu me sinto assim, eu saio de tudo e me desligo de tudo, mas isso me faz mal também. A internet é o lugar onde eu achei de me expressar e eu vivo nesse meio de fazer mal e fazer bem e meio que piora o que já está ruim, mas eu nunca consigo ficar muito tempo longe mesmo ainda estando ruim.
É um sentimento que vai e volta. É algo que fica aqui dentro até, quando eu menos espero, volta com tudo e me nocauteia. O que eu faço é: escrever. Escrever sempre faz bem, quando eu estou feliz ou quando eu estou triste, ela me faz bem. Mesmo eu não conseguindo manter as minhas metas pessoais, eu escrevo e está tudo bem. Eu me peguei escrevendo à noite, depois das dez horas da noite, pois é o horário mais silencioso em casa e me acalma, me deixando concentrada no livro.
Essa semana no Camp NaNoWriMo eu consegui passar o 50% da minha meta - que é 20K palavras - e estou tentando manter a minha meta que é um capítulo por dia. É possível que esteja escrevendo um pouco atrasada...
Sobre a história: está indo bem. Cheguei no momento em que os conflitos aparecem e tudo começa a ficar complicado. Ao mesmo tempo é hora em que tudo fica sério e tenho que saber dosar partes boas, partes sérias e partes ruins. Espero estar fazendo o certo.
A lição dessa segunda semana é: a tristeza liberta. Não importa o quão triste ou com problemas você está, escrever sempre é uma boa opção. Se você está se sentindo bloqueado da vida por causa daqueles sentimentos - ou, no caso, da falta de sentimentos -, escreva porque não há nada que escrever resolva. Faça a Teoria da Batata - escreva "batata" repetidamente até que seus dedos comecem a escrever outra coisa e, quando você perceber, você estará escrevendo seus sentimentos.

Palavras escritas: 12 176
Meta do Camp NaNoWriMo 2015: 20 000
Se sentindo: Perdida na vida, mas focada na escrita.

1 comentários

  1. Oi tatii!

    Miga, eu sei EXATAMENTE o que você quer dizer com a internet ser teu lugar e fazer mal e aí treta tudo. Toda as férias são as mesmas coisas e eu sempre acabo ruim. Escrever sempre me melhora e trabalhar em Quarto Minguante e 853km ajudou demais, mas eles acabaram e bem, parei de escrever. Estou meio ruim, meio nada, meio ansiosa de novo.

    Tá, muito bad vibes já.

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