DIA NACIONAL DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

janeiro 30, 2016

No final do ano passado, eu comecei a procurar datas comemorativas, porque em 2016 eu queria ser toda sobre comemorações. Eu acabei achando algumas datas super legais e relacionados com a literatura em geral. Hoje, por exemplo, é o dia nacional das histórias em quadrinhos.
De todos esses anos como leitora, eu acho que nunca dei uma chance justa com as HQ. Eu sou apaixonada por super-heróis, mas nunca tive vontade de pegar as histórias, sentar e ler - e sinceramente não sei exatamente o porquê. Quando eu tive essa ideia do post, eu procurei no Skoob todo por histórias em quadrinhos que eu amava e o resultado surpreendente foi: eu só havia lido duas na minha vida toda (porque eu nunca conto aqueles que eu tive que ler na escola).
Conversando com outras pessoas, eu também cheguei a conclusão de que os HQ são excluídos quando se trata em falar sobre os livros lidos. E eu não entendo exatamente o motivo disso. As histórias em quadrinhos são tão envolventes quanto um livro, nós temos as ilustrações para nos dar mais emoção e uma conexão a mais para os sentimentos dos personagens e o bônus de nos divertir com a arte do ilustrador. Então, eu fiz uma promessa comigo mesma para esse e os próximos anos: eu daria chance para as histórias em quadrinhos e compraria sempre que tivesse a oportunidade.
Para deixar esse post ainda mais comemorativo/educativo, eu decidi trazer as duas indicações das histórias em quadrinhos que eu li e que eu realmente amei! Se eu fosse você, eu também daria uma chance para eles.

BEAR VOLUME 1 - BIANCA PINHEIROS
Bear foi a primeira HQ que eu li e comprei, isso na Bienal do Livro de São Paulo em 2014. A autora dela é brasileira e super querida - ela desenhou e escreveu uma mensagem linda no meu exemplar. Eu realmente me apaixonei pela Raven e pelo Dimas, são personagens que te envolvem e encantam no primeiro quadrinho. Eu senti uma pegada de fantasia e infantil na história, o que não é um ponto negativo, pelo contrário, faz o leitor viajar pela história e concluir a leitura em poucos minutos.
Eu apenas li o primeiro volume e a meta é comprar o segundo volume, já lançado, na Bienal de SP este ano.
SINOPSE: A pequena Raven tem um problema: de algum modo ela conseguiu se perder de seus pais e de seu lar. Em sua busca, ela se depara com um urso marrom (ou seria alaranjado?) que, apesar de rabugento, aceita ajudá-la nessa empreitada. A jornada desses dois acaba de começar.




AZUL É A COR MAIS QUENTE - JULIE MAROH
Esse foi uma compra por impulso e talvez o livro mais caro da minha estante (HQ são caras, talvez esse seja o motivo para tantas pessoas desistirem deles em certo ponto). É o mesmo livro da adaptação cinematográfica francesa, porém com vários elementos diferentes. Eu assisti ao filme primeiro e fiquei curiosa para saber o que continha na HQ, uma vez que a própria autora meio que criticou o filme.
Eu levei cerca de uma hora para ler as grossas páginas dessa HQ, as personagens não foram tão profundas como eu acho que seriam se fosse um romance, mas deu para sentir a frieza e os fortes momentos que era necessário na leitura. A HQ, com certeza, mostra mais o lado romântico da história de Clementine (no filme, Adele) e da Emma. A emoção que os traços pesados e a escolha das expressões e fala das personagens conseguiu me levar para um outro estado de emoção e fez ele se tornar uma das melhores leituras que tive em 2015.
SINOPSE:  Clementine é uma jovem de 15 anos que descobre o amor ao conhecer Emma, uma garota de cabelos azuis. Através de textos do diário de Clementine, o leitor acompanha o primeiro encontro das duas e caminha entre as descobertas, tristezas e maravilhas que essa relação pode trazer. Em tempos de luta por direitos e de novas questões políticas, "Azul é a Cor Mais Quente" surge para mostrar o lado poético e universal do amor, sem apontar regras ou gêneros.

1 comentários

  1. Eu sou aquela pessoa que precisa aprender a ler HQs! Na verdade, essa é uma das minhas metas literárias pra esse ano (era uma do ano passado, mas não deu). Eu não tenho o costume de ler Quadrinhos desde que abandonei os gibis da Turma da Mônica, e acho que parte disso é porque a publicação de HQs para a nossa faixa etária é mais recente. Bear está na minha lista de desejados e, quem sabe, eu não descolo um exemplar durante a Bienal de BH ou a de SP, né?

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