2016 E WANDERESS

janeiro 10, 2016

Olá para a pessoa que disse que seria mais responsável com o blog este ano e já está atrasada com primeiro post do ano!
2016 tem sido um ano tão maravilhoso logo na sua primeira semana - apesar de eu estar tendo aulas em pleno janeiro -, que eu tenho medo de acabar acordando e me dando conta de que tudo não se passou de um sonho incrível. Sério. Em apenas dez dias, eu já me foquei mais na minha escrita do que qualquer ano inteiro que eu tive anteriormente e isso foi graças às pessoas maravilhosas que eu conheci no NaNoWriMo. É tão mais fácil você se focar naquilo que ama quando se tem pessoas que compartilham o mesmo amor, elas te puxam a continuar fazendo aquilo e mesmo quando estamos procrastinando ainda estamos falando de escrita.
A minha revisão de Querida Kat já está na metade e o plano é terminar até fevereiro e arrumar um jeito de publicar até junho. Eu ainda tenho planos de participar do Camp NaNoWriMo de abril e julho - além do NaNoWriMo em novembro - e terminar, em algum momento do ano, a escrita e revisão de Kaia & Valentina. Em outras palavras, 2016 vai ser um extremamente trabalhoso e maravilhoso.
Para comemorar o primeiro post do blog e esse ano que eu espero que continue cheio de coisas boas, eu escrevi um pequeno conto no meio de um brainstorm de outro conto que planejo escrever aqui para o blog. Não é exatamente um conto, mas é um texto que eu gostei muito e simplesmente diz várias coisas. Espero que gostem!


WANDERESS
por tatii alves

Quando eu tinha sete anos, eu costumava abrir o mapa mundi do meu pequeno atlas da aula de geografia e traçar com o lápis todos os lugares que eu queria conhecer, mesmo que eu não soubesse exatamente o que aquilo significava. Eu assistia a filmes e a seriados sobre pessoas que viajavam e conheciam o mundo e, o mais importante, elas conheciam elas mesmas.
Sonhava que moraria em Tokyo, dançaria em Barcelona, veria a neve em Londres e aprenderia a surfar em Los Angeles. Eu queria conhecer todas as capitais do mundo, tirar fotos, experimentar suas comidas, dançar seus ritmos e conhecer sua arquitetura.
Depois, com quatorze anos, eu assisti a um filme que mostrava a protagonista viajando como se fosse uma espécie de retiro espiritual. Aquilo foi a coisa mais mágica que eu já havia visto. Foi quando eu prometi a mim mesma que faria aquilo na primeira oportunidade que tivesse. A cada dia de passava, eu fui me viciando a qualquer informação sobre conhecer o mundo, fazer mochilões, roap trips, experiências únicas como uma forma de conhecimento pessoal.
Quando eu era pequena e os ciganos chegavam na cidade, todos os adultos nos avisavam para ficar longe deles, mas eu os achavam os melhores tipo de seres humanos. Realmente mágicos. Os ciganos tinha o que eu chamava de espírito livre, eram pessoas que estavam sempre viajando, conhecendo os lugares e, principalmente, eram mais alegres do que qualquer outra pessoa que vivia na cidade.
Tudo isso ficava apenas no campo das ideias. Tudo tão longe da minha realidade. Eu pegava o meu atlas, agora tão velhinho e descuidado, e passava o dedo pelas linhas tortas da minha infância e pensando em como, naquela época, era apenas preciso de um lápis para eu viajar o mundo.
Ser um espírito livre era tudo o que eu sonhava ser, era o estado de espírito e conhecimento pessoal que eu sempre mirei. É um sentimento inexplicável, algo que só outra pessoa com o mesmo sentimento entenderia. Muitas vezes, eu me sinto como um passarinho preso em uma gaiola, mesmo ela sendo grande o suficiente para o passarinho, ele não se contenta com aquela gaiola. Ele quer sair, voar e conhecer o enorme claro céu azul que ele vê apenas pela janela. Ele só quer se sentir livre.

2 comentários

  1. Hey, tatii! Que bacana ver o teu planejamento de escrita desse ano. Significa ter muito trabalho pela frente, é claro, mas acho que também significa que lá no final do ano (aesthetic da geminiana inquieta que mal começou o ano e já pensa no término dele) tu vai ter um balanço que vai com certeza te trazer uma satisfação enorme e o sentimento de dever cumprido. (Talvez o melhor sentimento de todos. Depois de "barriga cheia".) Sobre o teu texto: AHHHHHHHHHHHHH. TU DEVIA ESCREVER CRÔNICAS, SABE? EU REALMENTE ACHO QUE TU DEVERIA COMEÇAR A INVESTIR EM CRÔNICAS. Tô louca pelos próximos capítulos do teu desenvolvimento como escritora, e espero continuar sempre ainda que tão longe mas ao mesmo tempo tão perto podendo te apoiar/surtar/divagar sobre histórias (e apoiar/surtar/divagar sobre Ashley Frangipane). Quando tu ficar famosa pelas tuas publicações, faço questão de levantar a plaquinha "Sou fã da tatii alves desde que ela surtava por meta no NaNoWriMo." Hahahahaha. Talvez eu faça uma blusa com essa estampa indo pegar autógrafo no teu estande da Bienal. :')

    Um Beijo!
    Laís.

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  2. tatii!!!
    Ok, uma coisa de cada vez. Primeiramente: eu fiquei muito animada com os planos para seus livros em 2016. Você sabe que eu desejo todo sucesso do mundo a você e que sou louca para ler tudo que você escrever na vida desde que li Céu Violento. Lembro da sua animação quando você terminou de escrever QK e eu mal vejo a hora de estar com ele em mãos, toda orgulhosa.
    Agora sobre Wanderess: Ele fez desse um dos melhores posts do Delírios, definitivamente. Me abalou completamente, porque eu conheço essa sensação tão bem. A vontade de voar pra fora daqui, de conhecer tudo que puder, de viver sem amarra nenhuma. AAAAh, eu gostei tanto, tatii. Devaneios maravilhosos da madrugada<3
    E que 2016 continue tão maravilhoso quanto tem sido até agora<3
    Beijo

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