COMO 2015 SE TORNOU O MEU ANO

dezembro 22, 2015

Dezembro e eu ainda não estou aceitando que este ano vai acabar. Devo confessar que 2015 foi de longe o melhor ano que eu já tive em um bom tempo - eu também levei o mesmo susto ao escrever essa frase. Este texto será cheio de clichês, metas cumpridas, resoluções e coisas que serão esquecidas antes mesmo de você imaginar.
2015 foi um ano muito importante de modo geral para mim: faculdade, independência, cidade nova, casa nova, pessoas novas e várias possibilidades. Eu sinto como se o universo tivesse olhado bem para mim e dito "essa guria já sofreu demais, vamos dar uma folga para ela". Foi o ano em que eu parei de pensar e comecei a agir, o que parece uma frase muito clichê, mas é a mais pura verdade; foi a maior e melhor experiência que já tive e foi um choque de realidade, que faz bem pra todo mundo.
Logo no começo do ano, eu descobri que havia passado na UNESP no curso de Biblioteconomia, que ficava em outra cidade e me vi fazendo as malas alguns meses depois e indo morar sozinha com uma lista enorme de novas responsabilidades. Esse era um desejo imenso que eu tinha desde que eu me conheço por gente, aquela necessidade de ter a sua independência e viver aquilo intensamente. Com esse desejo se realizando, eu prometi a mim mesma que eu faria tudo que eu pudesse fazer e iria tornar tudo real que fosse possível. E foi o que eu fiz. Com todas essas coisas boas acontecendo, eu não me sentia confortável nem de me permitir ficar triste por um dia sequer, como se não existisse motivo para eu ficar simplesmente triste com alguma coisa, uma vez que tudo o que eu sempre quis estava se tornando real.
Nesse ano, eu também me permiti aceitar todas as coisas que eu sou - outra coisa totalmente clichê, mas verdade. Ficar sozinha por minha conta me fez perceber que eu sou a única pessoa que vou passar a vida toda comigo e a única pessoa que eu tenho que agradar sou eu mesma. Assim, eu consegui me conhecer melhor e saber de coisas que eu não sabia sobre a minha própria pessoa - o que foi a melhor coisa que eu fiz, com certeza. Eu me conheço por completo? Talvez não, talvez eu nunca vou me conhecer totalmente, porque todo mundo muda a todo momento e cada dia eu vou conhecer um pedacinho melhor e vou aprender a amar esse pedaço, mas, por ora, eu consigo olhar para mim no espelho e amar aquilo que eu sou. Em uma vida (longe dessa aqui), eu fui uma pessoa que me odiava completamente, que eu torcia para o dia em que eu pudesse ser outra pessoa - não que eu soubesse como fazer isso -, que eu fazia de tudo para não sair de casa, que eu deixava comentários malvados dominar o meu humor e o rumo do meu dia. Hoje, eu sou a melhor pessoa que eu poderia ser e todos os dias eu vou tentar ser um pouquinho melhor. Porém eu serei o melhor de mim para mim mesma.
Eu escolho pensar que todas esses fatores ajudou para que eu tivesse um ano maravilhoso e que eu conseguisse melhor minha vida social, não que eu agora sou a pessoa mais social do mundo, mas 2015 foi o ano em que eu permiti que as pessoas entrassem no meu mundo. Eu fiquei mais à vontade de compartilhar coisas no blog e mostrar a minha opinião sobre as coisas, eu deixei pessoas novas e diferentes de mim entrar no meu mundo, que não é algo em que eu sou muito aberta. Eu sempre tive dificuldade de fazer amizades de modo geral, mas este ano eu conheci pessoas incríveis, que eu deixam totalmente confortável em me mostrar como eu sou e não me julgam (ou, pelo menos, tentam). Me relacionar com pessoas é tão difícil que quando eu consigo criar essa ligação com alguém, se torna algo como sagrado e tanto fazer ela durar o máximo que eu conseguir e sou eternamente grata pelas pessoas que me aturam (principalmente a Giulia, que provavelmente foi a pessoa que eu mais importunei nesse ano).
Esse também foi o ano em que eu me fiz escritora de verdade. Terminei a primeira revisão de Querida Kat, comecei um livro novo no NaNoWriMo (Kaia & Valentina) e terminei o ano na última (espero) de Querida Kat. Sinto que finalmente encontrei o meu gênero literário, o modo de escrita, os sentimentos certos que podem ser usados, as angustias, as dores, os gritos internos que precisam sair e a forma como devem ser expressados. Não sei se faz sentido, mas foram fatores que eu precisei me sentir confortável com eles para poder saber colocá-los no papel e sinto que finalmente consegui fazer isso.
Para 2016, eu só tenho a esperar que tudo fique do mesmo jeito, talvez, ou melhore, mas sinto que essas coisas só podem acontecer se eu for lá e fizer elas. Chega de pedir e faça. Ano que vem, eu já tenho vários planos para cumprir e realizar. Lugares para visitar, pessoas para conhecer, viagens para fazer. Eu não me sinto totalmente adulta, mas me sinto jovem, com várias possibilidades na minha frente e vários caminhos para perseguir, mas não quero fazer isso sozinha. Pela primeira vez, eu quero que pessoas me acompanhe nessas jornadas e a sede que sinto de realizar esses caminhos é o que me faz pensar e aceitar tudo o que eu passei no passado; como se eu conseguisse agradecer o universo pelo o que ele fez por mim nesse ano e por me fazer perceber que nada continuaria a ser como era alguns anos atrás. Talvez a maior coisa que eu aprendi foi que existe esperança para tudo, mas que você tem que ter força de vontade para perseguir e alcançar essa esperança. Talvez carpe diem realmente tenha chegado para mim, o meu novo lema para 2016.

1 comentários

  1. Ok, primeiramente gostaria de dizer que a forma como você disse "O último post do blog" no Twitter e no Snap me deixou com a sensação de que você estava anunciando o fim do Delírios de uma Bookaholic e eu quase tive um piripaque! Eu li esse post no meio do shopping, ignorando as pessoas que estavam comigo de tanto susto. Depois que eu percebi que não era nada do tipo, eu deixei para comentar quando eu chegasse em casa.
    Agora ao comentário: Não sei se você sentiu isso, mas eu poderia resumir em 2015 em o ano em que as semanas passaram como anos e que os meses passaram como dias. No momento, eu me sinto como uma pessoa completamente diferente de quem era em 2014 e como se isso tivesse acontecido de uma hora para a outra, mesmo que tenha durado um ano inteiro.
    Eu nem posso colocar em palavras como cada parte desse post me fez feliz. Eu sempre te considerei uma pessoa incrível, com toda uma complexidade que eu sempre adorei. Você é uma das pessoas mais maravilhosas que eu conheço e eu não digo isso de qualquer jeito, é sério. Gosto muito de você sempre estar por perto, mesmo estando longe (?) e me apoiar nas coisas mais loucas. Se eu estou com esperanças de terminar MUV em 2016, apesar dos pesares é por causa de você.
    Fico feliz por você estar se conhecendo e se gostando e sendo o melhor que você pode ser para você mesma, sempre. E que venha 2016, novas possibilidades, novos planos e novos dias a serem aproveitados. Pode contar comigo cada um dos 366 dias que estão por vir e muito tempo depois disso.

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