APARTMENT HUNTING

março 19, 2015

Eu pensei em várias formas de começar essa coluna no blog. Eu vou começar da forma como comecei essa nova parte da minha vida que é procurando um lugar para morar. Como todas as colunas do blog, essa não vai ter uma frequência, apenas coisas que eu gostaria de compartilhar e que acho que seria legal e útil para alguém que também vai morar sozinho ou mudar de cidade, etc.
Planejei fazer esse post faz um tempo, mas depois voltei atrás achando que não tinha informações interessantes para compartilhar, mas a Giulia falou para eu fazer um post e vou tentar - e é por isso que estou escutando MisterWives enquanto escrevo este post!

No começo de fevereiro, eu descobri que tinha passado na UNESP (Universidade Estadual Paulista) em 13º lugar e teria que mudar para Marília, no interior de São Paulo. Eu morei doze anos no interior e sei que as coisas lá são bem diferentes da capital, na verdade, eu fiquei até aliviada que estaria voltando pro interior porque não gosto muito da agitação da capital.
Como eu não conheço ninguém que mora lá ou que já tinha morado lá, eu fiquei com um pouco de medo de mudar, mas é uma das melhores faculdades para o meu curso no estado todo: eu tinha que ir e não perder essa oportunidade. Eu tinha várias opções quanto a moradia: república, pensionato, morar sozinha ou encontrar alguém para dividir um apartamento comigo. Eu não sou uma pessoa que gosta de festa, bagunça e nem muita gente (eu começo a entrar em pânico e fico ansiosa), então a república já estava fora de cogitação. Eu queria muito morar sozinha e ficar na minha caverna (segundo o meu dicionário, caverna é um lugar onde a criatividade e a procrastinidade(?) vivem juntas e pessoas são proibidas de invadir essa caverna), mas é muito caro aluguel, condomínio, móveis, eletrodomésticos, etc.
Nós saímos de São Paulo na madrugada de terça-feira (17) e fomos de carro, uma viagem de quase cinco horas. Chegamos lá por volta de dez horas da manhã e fomos diretos para as imobiliárias; de fato procurar um apartamento não é fácil, principalmente em um bairro universitário e que todas as outras universidades começou no tempo normal e a sua vai começar só em abril (obrigada, greve). Resultado: todos os apartamentos bons e baratos estavam ocupados, o que sobrava os ruins e baratos e os bons e caros.
A universidade fica quase no final da cidade perto da rodovia, se eu fosse morar em outro bairro, eu teria que pegar um ônibus ou ir a pé e passar pelo pontilhão para atravessar a rodovia, porém eu tenho que sair da faculdade já de noite e um pontilhão não é a melhor passagem para ir à noite.
Quando já era seis horas da tarde, eu já tinha visitado seis lugares (uma kitnet, um apartamento para dividir, dois apartamentos novos e dois apartamentos já usados por alguém). Eu já tinha visitados apartamentos com bares do lado, estrada de terra, vários terrenos baldios em volta, condomínios caindo aos pedaços; apartamentos perfeitos com a pior vizinhança possível e apartamentos que poderia ser o meu apartamento se não fossem tão longe da faculdade. Eu estava quase desistindo de tudo isso, de mudar, de sair de casa, de fazer faculdade; tudo isso é muito difícil e você tem que ter força de vontade e muita coragem para seguir em frente e enfrentar quatro anos disso tudo.
No final do dia de terça, eu consegui falar com as meninas que tinham um quarto livre. Os prós: um quarto só meu, perto da faculdade, eu pagaria só um terço de todas as despesas, economizaria muitos porque a maioria das coisas já estavam lá e teria um pouco de privacidade devido aos horários delas. O único contra que eu achei e que eu poderia viver sem durante esse tempo é que eu teria de conviver com pessoas desconhecidas e talvez muito diferentes de mim. Viver com pessoas que você não conhece talvez seja a maior experiência de estudar fora, é quando você tem que aprender a conviver com as diferenças e provavelmente isso vai me ajudar com o mercado de trabalho e outros fatos da minha vida.
Eu acabei ficando com o apartamento junto com as meninas pela facilidade, porque Marília é uma cidade do interior, porém é muito grande e, ficando em um lugar perto da universidade, eu poderia ter a facilidade de ir e voltar a pé, conhecer mais a região ao redor da faculdade e isso me daria tempo de, nos finais de semana, ir para os outros bairros e conhecer outras coisas e talvez até encontrar um lugar onde eu teria a mesma facilidade e morar sozinha.
Acho que quando você tem que morar em um lugar desconhecido, existe aquele tempo de adaptação e morar sozinha já de cara pode tornar as coisas pior ou mais complicadas; dividindo com alguém ou em um pensionato/república você conhece pessoas com mais experiências na cidade e região ou conhece pessoas na mesma situação que você. Eu tive sorte até de achar um lugar em um dia, mas exige muita paciência para achar um lugar que vai te agradar e estar um um estado agradável desde o condomínio, bairro e meios de transporte.
No meio da tarde de quarta-feira (18), eu já estava com as chaves da minha nova casa (!!!!), já tinha aprendido o caminho a fazer de casa até a faculdade, onde ficava o comércio mais próximo, os pontos de ônibus, rodoviária e já tinha feito uma pesquisa de móveis novos e usados para uso no futuro (falando nisso, eu achei uma estante linda branca perfeita e espero que ela esteja lá quando eu tiver dinheiro meus livros agradeceriam). Eu também estava com as pernas doendo, várias bolhas nos dedos do pé, o rosto queimado devido ao sol do interior (sinceramente, eu senti muita saudade do sol que faz mesmo não gostando de sol) e jurando para mim mesma que nunca mais andaria tanto assim na minha vida toda (eu já fiz esse juramento em outros momentos da minha vida).
A próxima etapa agora é fazer a mudança e encontrar móveis que sejam baratos e úteis, porque quando você tem um espaço limitado para deixar suas coisas, você precisa de móveis que organizam o máximo de coisas possíveis (porque eu tenho várias coisas... livros).

2 comentários

  1. Oi tatii,
    Nem preciso dizer que fiquei bem animada com esse post né? Já estava desde o início. E bateu uma levíssima inveja que eu tenho sentido de todo mundo que vai morar sozinho, na verdade. Porque eu queria muito que nesse momento eu pudesse começar de novo, em uma casa nova e sozinha. Acho que por isso esse post me deixou animada, é bom ver alguém que tem essa chance e eu sei que você vai aproveitar ao máximo porque é algo que você queria e que está acontecendo.
    Mal posso esperar por mais novidades sobre isso tudo.
    Beijo.

    P.S.: Aprovei muito a escolha musical para a escrita do post kkkkk

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  2. Olá!

    Bos sorte nessa sua nova fase!!

    resenhaeoutrascoisas.blogspot.com

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