Perfeição

maio 28, 2014

Por causa da escola (e do vestibular), eu não consigo sentar na frente do computador e trabalhar no meu livro como gostaria. Eu tenho aqueles momentos de inspiração que sento e escrevo por uma semana ou por alguns dias, dependendo da minha vontade de evoluir na história.
O problema está quando vou, finalmente, me dedicar a história e vou ler o que já escrevi e acho aquilo um lixo! A solução mais viável para minha cabeça, naquele momento, é apagar tudo e reescrever e, no final do dia, não fiz nada produtivo (porque amanhã vou lá e vou apagar e reescrever).

fonte: we heart it
Já disse muitas vezes que essa história é a que mais me deu orgulho e confiança para finalmente terminar e começar a carreira que sonho há tanto tempo. Mas tenho aquela sensação de que ela tem que ficar perfeita e tento pensar em um desenvolvimento que me prenderia se eu fosse o leitor, mas nunca soube que era tão difícil assim!
Já deixei alguns amigos lerem o manuscrito e os comentários foram de "está bom" para "cadê o resto?" e eu penso "meu deus porque eles são tão cruéis comigo?!". O bom nunca é bom mesmo e você nunca sabe se eles estão falando porque está bom mesmo ou porque são seus amigos (mas também não vou entregar para um inimigo). E a dúvida permanece para sempre.
Queria saber como autores como John Green ou a Kiera Cass tiveram a certeza de que o livro estava definitivamente pronto. Talvez nunca saberei. Talvez minha sina será ser como a Jane Austen que demorou anos para terminar Razão & Sensibilidade e nunca estava perfeito até o que irmão dela arrancou da mão dela e disse "está pronto". Talvez nunca serei capaz de terminar nada.
Esse talvez nunca será perfeito. E a perfeição me assombra todos os dias como nos filmes de terror.

2 comentários

  1. Precisei comentar mais, pra te dizer principalmente que eu entendo totalmente. Eu terminei de escrever meu primeiro livro em março do ano passado, e me sentia satisfeita com ele por mais que tivesse que revisar e provavelmente mudaria algumas coisas no processo. Bem, eu me envolvi na rotina da escola, me enrolei e só meses depois fui pegar o livro de novo. Quando eu reli, parecia que eu tinha que mudar tudo. Eu entrei e saí de processos de revisão diversas vezes. Hoje eu acho que estou chegando onde eu queria com a história. As vezes ainda tenho surtos de pensar "nossa, isso aqui tá tudo um lixo", mas aí eu respiro fundo e fecho a história porque escrever desse jeito pode fazer com que acabe ficando um lixo mesmo. Acho que a chave é pensar no seu texto como se fosse o leitor. Uma das frases que eu mais gosto é "arte serve para fazer a gente sentir alguma coisa" aí você pensa: quando você lê sua história você sente alguma coisa? se sim, é o que você quer que seus leitores sintam? se a resposta for afirmativa, você está no caminho certo, se for negativa, continue tentando. Eu sei que você é talentosa e muito. E ainda quero um livro seu.
    Espero que tenha ajudado, não sei, só me deu vontade de dizer.
    E espero te ver lá no blog também.
    Beijo, Giulia.

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    Respostas
    1. Oi Giu, me senti toda inspirada pelo seu comentário agora!
      Acho que escrever, seja o que for, é um processo demorado e precisa ter bastante paciência, é como se fosse a minha terapia. Ás vezes, tenho a sensação de que está perfeito para mim e um lixo para os outros, mas acho que isso acontece com todo autor (espero que seja normal isso).
      Vou adotar essa sua frase e ver se consigo algum progresso. E mal posso ver a sua história, que estou me coçando aqui para ler :)

      beijos, tatii

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